Quinta-feira: Mausoléu do Mao Tse Tung + 798 Art Zone #BJin5

Nĭ Hăo!

Desculpem-me por ter atrasado a postagem de quarta-feira, mas me embolei com o agendamento e acabei agendando pra hoje sendo que era pra ter saído ontem mesmo! Hahaha Mas aqui estou eu pronta pra contar pra vocês como foi a minha ultima quinta-feira em Beijing! Acordei bem cedo pra tentar ir ao Mausoléu do Mao e cheguei cinco para as oito na praça Tiananmen. Quem já foi ao Palácio de Versalhes em alta temporada sabe a fila absurda que temos que enfrentar pra entrar né? Pois é, foi algo assim (ou até pior) que enfrentei hoje hahaha. Já fui correndo passando pelos chineses pra entrar na fila e o guarda me parou dizendo que eu não poderia entrar com a minha bolsa, sendo que ao entrar na praça eles já passam os seus pertences pelo raio x. Tive que sair da fila e ir até o serviço de guarda-volumes que fica ao lado do Museu Nacional e ainda paguei 6 yuans (≈ R$ 3,02) por isso. Fiquei apenas com o meu passaporte, celular e dinheiro, já que o responsável pelos armários pediu que não deixássemos nada de valor no local. Voltei novamente pra fila e fiquei uma hora na chuva. Uma das dicas é: não se assuste pelo tamanho das filas em alguns pontos turísticos! As vezes parece que você vai levar horas pra entrar no lugar, mas no final chega rapidinho hahaha. Passei por mais um raio X e foi só apresentar o passaporte que mais uma vez tive acesso a entrada gratuita. Finalmente consegui entrar no salão e primeiro me deparei com uma estátua do Mao, onde os chineses depositavam flores amarelas a sua volta. Essas flores ficam a venda pela fila e custam 3 yuans (≈ R$1,51), mas não vi necessidade de fazer essa “homenagem”.

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Não é permitido tirar foto, filmar e afins, além do fato de que o silêncio é absoluto lá dentro. O próximo ambiente já possui o Mao deitado e não sei dizer se é um boneco de cera ou se o corpo passou por algum processo para que fosse mantido naquele estado. E fim. É só isso que tem lá dentro e você fica uma hora na fila pra passar menos de cinco minutos no salão já que não tem essa de ficar parado admirando! Entrou, viu e saiu. Apesar de tudo isso, ainda dou o selo de parada obrigatória pra esse ponto por que não da pra vir a China e não visitar o Mao né? Hahaha

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Minha próxima parada foi a 798 Street, também conhecida como 798 Art Zone ou qualquer outro nome semelhante. Pra chegar lá, eu peguei a saída D da estação Tuanjiehu da linha 10 e atravessei para o outro lado da avenida. Depois foi só procurar o ponto de ônibus por onde passa o 402 ou 405, por exemplo, e em 40 minutos mais ou menos você chega à parada Da Shan Zi Lu Kou Nan, que é a parada onde você deve saltar. Basta passar pelo portão da placa acima e ir até o final, onde você começa a explorar as ruas pelas quais você for cruzando.

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O lugar é muito legal pra tirar várias fotos divertidas, então prepare a sua câmera e as suas melhores poses pra quando for. Além das esculturas incríveis, as ruas também são recheado de galerias de arte para quem se interessa por essa área. Uma parte bem legal pra se tirar foto é nos trilhos do trem, mas já vai se preparando por que você vai se sujar um pouco (muito) devido a grande quantidade de graxa por todo lado. O dia foi bem mais simples que os anteriores e não tenho muita coisa pra contar pra vocês além de afirmar que são dois lugares que vocês devem ir! Amanhã é o ultimo dia e vai ser muito bom! Fica de olho viu? Yí huìr jiàn

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Quarta-Feira: Praça Tiananmen e Museu Nacional da China #BJin5

Nĭ Hăo!

Chegamos à metade da semana e o que eu tinha separado para hoje: a praça da paz celestial, também conhecida como Tiananmen Square. O nome da praça possui o mesmo nome da estação de metro da linha 1 que você pode usar para chegar até lá e tanto faz se você saltar na East ou West. O lugar já é famoso por si só e a sua volta estão a Cidade Proibida, o Mausoléu do Mao e o Museu Nacional da China. O meu planejamento para hoje envolvia esses dois últimos pontos por que eu já visitei a Cidade Proibida e ai chegamos a uma questão complicada: é parada obrigatória para quem vem a Beijing? Sim, mas, porém, contudo, entretanto, todavia…. Eu não fui até o final. Isso foi por opção e tem uma explicação: Fui acompanhar uma amiga que veio passar uns dias aqui há alguns meses e só fomos até metade da Cidade Proibida por cansaço e por que além de ser muito grande, não tem nada demais. Como assim não tem nada demais Giulia? Falando de um jeito bem ignorante, esse ponto turístico nada mais é que muros chineses e salões com móveis chineses que foram tocados por imperadores chineses e fizeram parte do cenário histórico chinês. É bonito? Sim. Tem um grande significado para o povo chinês? Sim. Mas ainda assim acho que existem outros pontos turísticos que merecem mais atenção que a Cidade Proibida, foi mal… #prontofalei Ainda acho que é parada obrigatória para quem não conhece justamente por toda a história por trás da mesma, mas para querer ir até o final tem que ter muito interesse e força de vontade. Como eu prefiro os templos, as estátuas de deuses e parques arborizados, acabei não dando atenção por opção minha, mas cabe ao próprio turista a decisão de conhecer ou não.

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Todo o interesse que eu não tinha na Cidade Proibida, eu tinha no Mausoléu do Mao Zedong, mais conhecido no Ocidente por Mao Tse Tung. Enquanto muitas pessoas veem o famoso líder comunista como um vilão, a maioria dos chineses parece idolatra-lo. Eu confesso que não tenho conhecimento necessário para saber a qual grupo, dos vilões ou heróis, eu acho que ele pertence. Acho que é tudo uma questão de ponto de vista, já que ao mesmo tempo em que ele fez muitas coisas ruins, ele também fez muitas coisas boas para a China.

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Não vou entrar nessa discussão, mas ainda assim é um assunto que me interessa e por isso eu queria ir ao tal do mausoléu. Porém, pra variar, nem tudo saiu como o planejado hahaha. Eu já havia pesquisado anteriormente os preços, horários e afins de todos os pontos turísticos que eu queria visitar essa semana e já sabia que a Cidade Proibida, por exemplo, não abre às segundas-feiras. Quando fui pesquisar pelo mausoléu, só vi mudanças de horário nos dias do nascimento e do falecimento do Mao. Não sei se é sempre (toda quarta-feira) ou se foi nesse dia em especial, mas estava fechado. Acordei atrasada e sai sete horas da manhã de casa correndo pra dar de cara com a cerca bloqueando o caminho de entrada. Confirmei com dois guardas diferentes e ambos afirmaram que estaria fechado hoje, mas que amanhã funcionará normalmente (das 08:00 à 12:00). Essa vai ser a minha ultima tentativa para ir ao mausoléu e espero conseguir, o que vocês vão ficar sabendo amanhã de qualquer jeito. Vale lembrar que esse ponto fica extremamente lotado com tanto chinês querendo entrar e como fica aberto por pouco tempo, o lance é chegar com bastante antecedência.

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Como o Museu Nacional da China só abre por volta das nove da manhã, voltei para o metrô e fui até a estação da Wangfujing Street (meu lugar favorito em Beijing) para tomar café da manhã, já que nem isso eu consegui fazer depois da correria que foi pra sair de casa. Acabei indo para a Starbucks do shopping que fica na saída da estação Wangfujing e fiquei fazendo hora até a abertura do Museu. Depois foi só pegar o metrô e em cinco minutos eu já estava na praça de novo. Apesar de só ter coisa programada para a manhã, não parou por ai. O ticket é gratuito e basta levar o seu passaporte até as cabines que ficam ao lado direito do pátio do museu para retirá-lo. Depois de toda a fila que peguei para chegar até a cabine, enfrentei mais uma fila para chegar ao raio x e quando passei pelo mesmo a moça mandou eu abrir a bolsa. O que é proibido? O tal do pau de selfie! A moça pediu pra eu voltar todo o caminho e ir até os armários guardá-lo se não quisesse perdê-lo e ainda tive que pagar dois yuans pelo “serviço”. Ninguém merece né?

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Assim que entrei, já comprei um mapa por um Yuan e alem de ser mensal, fala sobre a maioria (se não todas) das galerias. Esse mês eles receberam uma exibição da Disney chamada Drawn From Life: The Art Of Disney Animation e para ter acesso você deve pagar 50 yuans. Apesar de ser apaixonada pela Disney e mesmo não sabendo exatamente o que encontraria naquela sessão, não visitei. Achei um pouco caro para o padrão chinês mesmo sendo algo relacionado à Disney e ainda tinha o porém de que não é permitido tirar foto.

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O museu possui cinco andares, sendo a direita equivalente ao sul e a esquerda ao norte. O museu é bastante amplo, mas não é cansativo, já que possui poucas salas e você consegue passar por todas em mais ou menos duas horas. Vocês se lembram da galeria de arte do Summer Palace que eu falei que era dispensável? Pois é, você encontra muitas peças parecidas ou tão bonitas quanto nesse museu e vale mais a pena dedicar a sua atenção a elas.

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Desde a fundação da Nova China, o país passou a desenvolver cada vez mais relações diplomáticas com os países e hoje esse número chega a 172. Por esse motivo, o museu possui um salão chamado State Gifts Historical Testament To Friendly Exchanges que exibe 611 presentes recebidos por lideres governamentais durante as suas atividades diplomáticas. Claro que assim que cheguei ao salão e vi a bandeira do Brasil, corri para procurar os presentes enviados pelo nosso país (são os das fotos acima). Infelizmente eles não são identificados por uma bandeira do lugar de origem ou algo do gênero, então cabe a você ler placa por placa para identificar. Algumas você já sabe de onde é só em bater o olho, o que não foi o caso das brasileiras e acabei demorando um pouco para achar as tais das esculturas. Os cinco presentes que enviamos foram feitos com pedras semipreciosas e confesso que achei que faltou algo com a cara do nosso país. Não sei o contexto da entrega do presente ou o significado, mas dando uma olhada nos outros, acho que outros países tiveram um maior cuidado em dar à China algo que pudesse representa-los melhor, mas isso é só uma questão de opinião.

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E foi só por hoje! Amanhã vou tentar ir ao Mausoléu de novo e a tarde vou a um lugar muito legal. Ficaram curiosos? É só ficar de olho pra postagem de amanhã que vai rolar nesse mesmo horário. Yí huìr jiàn

Terça-feira: Bell Tower, Drum Tower e Beihai Park #BJin5

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Nĭ Hăo!

Se ontem eu sofri com o calor e com o tanto que andei, hoje foi bem mais tranquilo. O calor foi o mesmo, mas o passeio foi bem mais light. Acabei passando por três pontos turísticos que assim como os de ontem, não são ditos “essenciais”, mas que também dá pra encaixar em qualquer tempo vago que você tenha na sua programação: Bell Tower, Drum Tower e Beihai Park. Na minha opinião não tem forma mais prática de se andar por Beijing que o metrô e mais uma vez recorri ao mesmo para chegar as duas torres que ficam exatamente uma de frente para a outra. Peguei a saída A2 da estação Shichahai da linha 8 e caminhando para a direita, já avistei uma das torres. No caminho passei por uma rua chamada Yan Dai Xie Jie (Yandai) à esquerda e com certeza ela vai chamar a sua atenção por ser bem típica e com varias lojinhas. Na volta das torres, passei por essa rua e ao lado direito encontrei uma loja que vende vários artigos em couro e vale a pena parar pra dar uma olhada.

Assim que cheguei à Torre dos Tambores tive que contorna-la, já que a entrada é por trás, onde você já consegue ver a torre do sino. Comprei os dois tickets juntos e paguei 30 yuans (≈ R$15,29). Assim que subi todas as escadas, vi que aconteceria uma apresentação em 15 minutos e claro que aproveitei pra conferir né? A apresentação dura mais ou menos 6 minutos e é bem legal.

A torre possui vários tambores chineses, mas não pode chegar perto então vale ficar e ver os artistas tocando. A vista das duas torres é lindíssima e da pra ver diferentes pontos de Beijing, a única coisa que pode atrapalhar na hora das fotos são as grades.

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Eu gostei mais da Torre dos Tambores que a do sino por que essa segunda tem um único sino e obvio que é lindo, mas acaba sendo mais “simples” por ter um espaço menor mesmo com um sino de 63 toneladas no meio hahaha.

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Uma dica é conferir as duas torres pela manhã, já que ambas abrem por volta de nove horas da manhã e depois de almoçar em algum lugar, ir para o tal do Beihai Park. Como eu tinha compromisso à tarde, acabei não vendo tudo, mas com certeza gostaria de percorrer todo o lugar. O parque é muito bonito e para quem gosta de correr, por exemplo, vai adorar passar por lá para correr em volta do lago. Eu paguei 10 yuans (≈ R$5,09) pela entrada e me arrependi por não ter andado de barco no Summer Palace. Em um dos pontos onde é possível pegar um barco ou até mesmo um pedalinho, conferi o preço pra comparar e o passeio custava 50 yuans! Claro que ainda é barato se você converter para o real, mas só de pensar que no dia anterior eu poderia ter pagado um pouco mais que 1/3 do valor…. Desisti na hora! Hahaha

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O parque serve pra você passar a tarde toda, não chega a ser tão grande quanto o Summer Palace, mas também é muito bonito e bem mais perto do centro de Beijing, o que acaba facilitando. Pra chegar lá é bem fácil: basta você pegar a saída B da estação Beihai North que fica na linha seis e a entrada fica à esquerda da estação do outro lado da rua. O lugar é bem fácil de identificar pelo muro, mesmo tendo uma entrada pequena e discreta. Esses pontos foram muito gostosos de visitar e eu indico! Fiquem de olho por que amanhã sai post novo no mesmo horário e dessa vez vou em pontos turísticos bem famosos aqui na China! Querem saber quais são? Então fiquem de olho! Yí huìr jiàn

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Obs. Os horários das apresentações na Torre do Tambor são: 09:30, 10:30, 11:30, 13:30, 14:30, 150:30 e 16:45.

Segunda-feira: Summer Palace e Jingshan Park #BJin5

Nĭ Hăo!

Hoje (13) começa a minha última semana direcionada para os pontos turísticos de Beijing! O meu tempo aqui está acabando então vou fazer uma série de 5 posts sobre os meus últimos 5 dias como turista na China! Podem ficar tranquilos por que não são os últimos posts, até por que eu to devendo muita coisa pra vocês e não pretendo deixar de publicar no blog. Desde que eu cheguei, pesquisei bastante na internet e fiz uma lista de todos os pontos turísticos pelos quais eu queria passar antes de ir embora. Depois de enrolar para ir à maioria deles, percebi que essa semana era a minha ultima oportunidade para visita-los e assim fiz uma programação encaixando todos que faltaram em apenas cinco dias. Pretendo ir postando para vocês em tempo real e eu espero conseguir atingir o meu objetivo hahaha.

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Decidi começar a semana com o lugar mais longe da minha lista por que sabia que tomaria meu tempo para chegar lá e não quis deixar para ultima hora. Essa é uma tática muito boa para quem quer fazer muitas coisas em pouco tempo, mas fica um pouco complicado para quem vem conhecer a China e o porquê? Pelo simples fato de que TUDO aqui é absurdamente grande, então além de demorar pra chegar em alguns lugares, você pode acabar demorando pra sair também. Separei dois lugares para ir hoje: o Summer Palace e o Jingshan Park. Primeiro de tudo: tem a possibilidade de ir à primeira parada com um guia turístico ou com um grupo? Vá! Eu fui sozinha e o problema não é nem chegar lá, mas sim visitar todos os pontos sem se perder, errar ou se confundir com os caminhos. O espaço é enorme e pede sim um mapa, não caia no pensamento de que ficar seguindo as placas é o suficiente. Elas ajudam? Sim, mas achei a distribuição das mesmas muito precária e confusa.

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Primeiro de tudo: Como chegar? Eu fui de metrô até a estação Xiyuan da linha 4 e segui até a saída C2. Assim que você sair da estação é só virar à esquerda e andar aproximadamente 500 metros, passando por um Mc Donald’s, Pizza Hut e a Starbucks. Assim que cheguei comprei um ingresso que incluía 5 atrações e paguei 60 yuans (≈ R$ 30,30) por ele. Só falo uma coisa para vocês: não façam isso. Paguem somente pela entrada do parque que custa 30 yuans (≈ R$15,15) e conforme forem passando pelos pontos, comprem os ingressos que estiverem disponíveis dentro do próprio parque. A diferença não vai ser muita e você não vai perder dinheiro. Como aqui é verão, peguei um sol de 40ºC, o lugar muito lotado e ainda comecei pelo lado errado. Depois de duas horas eu já queria ir embora! Se você for nessa época do ano, não meça a quantidade de água que for levar, comprei 2 garrafas de água por um preço até aceitável, mas em pontos mais altos (onde você mata e morre por uma garrafa de água) o preço da água triplica, além de na maioria das vezes estarem naturais e não geladas.

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O palácio de verão foi construído em 1750 e nomeado como Garden of Clear Ripples, foi um jardim imperial e palácio temporário da família real da dinastia Qing. Em 1860, o jardim foi queimado em 1860 pelas forças anglo-francesas e reconstruído em 1888, conhecido como Palácio de Verão. Possui uma área total de 300.59 hectares, sendo 75% coberto por água. Vai arriscar ir sem guia? Relaxa que dá pra facilitar! Na minha opinião, a maneira mais tranquila de conhecer o lugar é: pague só a entrada e quando entrar no parque, vá para a esquerda e procure o barco do dragão. Ele vai te levar para o outro lado do lago por apenas 15 yuans (≈ R$ 7,57) e assim você não tem que fazer o mesmo percurso duas vezes (ir até o final e voltar). Do outro lado do lago é onde estão a maioria dos salões e pontos importantes. Os 60 yuans incluíam: a entrada do Summer Palace, Garden of Virtue and Harmony, Wenchang Gallery, Suzhou Street e Tower of Buddhist Incense. Sendo muito sincera? Essa galeria de arte é dispensável. Eu passei por todos os salões e são esculturas/peças em bronze, jade, porcelana e outros materiais chineses. Obvio que é bonito, mas não é nada que você não vá ver em outros pontos turísticos. Não consegui achar o jardim da virtude e da harmonia mesmo depois de procurar muito e acabei desistindo. Decidi procurar a torre do incenso budista, mas depois de ver o tamanho da fila e a quantidade de escadas que eu teria que subir, também desisti. Acabei vendo mais pontos que são inclusos apenas com o ticket da entrada do parque (30 yuans) que o ticket que inclui tudo (60 yuans). Deixando tudo isso de lado, ainda assim o passeio valeu muito a pena! O parque é lindíssimo e as fotos que dá pra tirar na beira do lago então? Nem se fala! Hahaha

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A segunda e ultima parada do dia foi o Jingshan Park que é famoso por ter uma vista incrível de Beijing e da famosa Cidade Proibida. Para chegar lá é bem fácil: vá até a saída B da estação Dongsi da linha 5 e se passar por algum mapa do metrô, de uma olhada pra visualizar melhor o que você tem que fazer: Saindo da estação é só virar à esquerda até chegar a esquina de uma avenida e continuar na mesma calçada à esquerda. Você vai ver uma parada de ônibus e é só procurar qual o ponto do 101. Você vai saltar no terceiro ponto (Gu gong) a partir daquele e vai pagar apenas 1 yuan (≈ R$0,51) pelo trajeto (caso você tenha comprado o cartão do metrô, pode usar o mesmo no ônibus). O ônibus para um pouco a frente do parque e na volta é só atravessar a rua pela passagem subterrânea e mais ou menos na mesma altura do ponto que você chegou, você vai encontrar o ponto de onde deve sair. Fácil né?

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A entrada do parque Jingshan custa 10 yuans (≈ R$5,05) e apesar da escada enorme que temos que encarar, vale muito a pena! O lugar também é bem bonito e arborizado e no topo da construção há um Buda dourado que posso dizer que é um dos mais lindos que eu já vi! Infelizmente não podia tirar foto dele, mas quem for ver com certeza vai se apaixonar. O Parque foi construído nas dinastias Liao e Jin, e tendo uma história de aproximadamente mil anos foi aberto ao publico como parque apenas em 1928.

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Sobrou um dia em Beijing? Passe nesses dois pontos super legais e é só seguir as dicas que vocês terão um dia incrível! Alguma ideia de onde vou estar na terça feira? Fiquem de olho que amanhã tem mais e se você gostou mostra pros amigos, pra família e pra qualquer um que queira saber um pouco mais sobre a China! Yí huìr jiàn

Top 8: Aplicativos que salvam

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Nĭ Hăo!

Se você está vindo para a China e não sabe nada de chinês, trouxe aqui 8 aplicativos que são uma mão na roda seja no dia a dia ou pra quando bater o desespero em alguma situação. O período que você for passar na China e a finalidade da sua viagem podem influenciar na hora de ver se eles serão necessários ou não. Eu vou deixar aqui pra vocês os nomes dos aplicativos e a finalidade de cada um. Como eu tenho o Iphone, não sei dizer se eles estão disponíveis para aparelhos com o sistema Android, mas isso ai também é fácil de descobrir. Sem mais delongas, aqui estão os oito aplicativos:

1.Explore Beijing Subway Map: Sempre que eu vou pegar o metrô eu nem penso antes de abrir esse aplicativo. Ainda não falei do metrô de Beijing pra vocês, mas já vou adiantando: tenham esse aplicativo no seu celular. Além de ser muito prático e fácil de usar, o Explore Metro tem versões para outros lugares como Shanghai, Hong Kong, Guangzhou, Seoul, Singapore e Taipei. Ele é, nada mais nada menos, que um mapa com todas as linhas e todas as estações de metrô da cidade. Basta você colocar a estação em que você está e o seu destino para ele calcular o melhor caminho pra você. O aplicativo também tem um mecanismo de busca que permite que você procure a estação pelo nome pra ver a linha, a distância e a direção da mesma. Pra quem vai comprar algum chip de operadora e vai ter acesso à internet aonde quer que esteja, fica fácil ver qual a estação mais perto de você através da ativação do serviço de localização. Assim fica difícil se perder né? Hahaha

2.Express VPN: Como eu já falei sobre os VPNs que eu já usei aqui em um post passado, vocês já devem saber que o meu atual e favorito, porém pago, é o Express VPN. Não vou me estender muito não, mas já falei e repito o que serve para todos esses aplicativos: sejam precavidos e instalem os aplicativos antes de sair do Brasil! Ainda mais o VPN! Vai querer chegar no hotel já postando foto no facebook, no instagram e não vai querer ficar na mão né?

3.Beijing/Shanghai Air Quality (Data from US Embassy): Todo mundo sabe que Beijing é famosa pelo alto índice de poluição né? Ainda não falei sobre esse assunto pra vocês, mas falo principalmente pra quem tem problema respiratório: baixe esse aplicativo. O caso é tão sério que eu conheço pessoas que tiveram que voltar para o seu país de origem por que estavam sofrendo muito com a poluição daqui, coisa com a qual não estavam acostumadas, então todo o cuidado é pouco. Ele funciona apenas com acesso à internet e ele te mostra em tempo real o índice de poluição da cidade, o que já facilita na hora de saber se há necessidade de usar a tal da máscara ou não.

4,5.Pleco Chinese Dictionary e trainchinese: Dictionary & Flash cards: Eu botei os dois aplicativos juntos por que eles fazem praticamente a mesma coisa e um é tão bom quanto o outro. Como o próprio nome já diz, são dois dicionários inglês/chinês e que, pra nossa felicidade, não pedem internet! Pelo menos não pra tudo hahaha Eu nunca explorei muito os dois aplicativos, mas se você sabe o básico do inglês, eles já te ajudam a conseguir água ou procurar por um banheiro. Basta você escrever a palavra em inglês que o aplicativo já traduz para o chinês em pinyin e em caractere. É só mostrar pro chinês que ele vai te ajudar na hora! Pra quem tem internet, já facilita ainda mais quando ele tem a opção de reproduzir a tradução do que você quer. Quem disse que precisa falar chinês pra vir pra China? hahahaha

6.Baidu: Eu confesso que eu não uso muito esse aplicativo, principalmente por que ele está TODO em chinês. Eu já fui em tudo quanto é opção e nunca consegui colocar em inglês, mas ainda assim ele já me quebrou um galho. Ele funciona a base da internet do celular mesmo e é um mapa com símbolos indicando supermercados, hospitais e o que eu sempre procuro: as estações de metrô. Abriu o Explore Metro e viu que tem que andar 1km para leste pra chegar a determinada estação? Usa o Baidu como mapa pra não ter erro! Ele vai atualizando conforme você vai se aproximando e é só seguir o @ azul do metrô por ele que você chega lá.

7.WeChat: Esse aplicativo é pra quem vai interagir com as pessoas seja no trabalho, na faculdade, na boate, no barzinho… Aqui ninguém pede o número do seu celular não, principalmente se você for gringo ou no mínimo não saber falar a língua da pessoa. O WeChat, como eu já falei em outro post, é uma mistura do WhatsApp com o Instagram e mais uma ferramenta que cria uma combinação perfeita é o seu tradutor que permite que você traduza na hora as mensagens instantâneas.

8.Currency! Free: Esse aplicativo é mais pra quem acabou de chegar ou tá viajando por vários países diferentes e precisa de uma forma rápida e prática pra fazer a conversão pro Yuan, dólar, euro, libra ou qualquer outra moeda do mundo. Sempre que você tiver acesso à internet, dá uma atualizada pra pegar direitinho a cotação do dia e sempre que você tiver na rua vai conseguir fazer a conversão sem problemas.

Esses são os oito aplicativos que eu baixei desde que cheguei à China e não fiquei sem até hoje! Espero que vocês tenham gostado e qualquer dúvida é só deixar um comentário no post que eu vou responder com muito prazer. Compartilha com os amigos, a família e continua de olho nas novidades que vem por ai. Zài Jiàn ❤

Comida de Rua: Jianbing

Como boa carioca, eu to acostumada com comida de rua né? Bateu aquela fome no Rio de Janeiro, plena sexta-feira à noite pré-show e não tem pizza, não tem comida japonesa, não tem nada que satisfaça só o tal do podrão. Na China é diferente, se bater a fome, tem várias opções pra fazer uma boquinha na correria. A da vez é a panqueca chinesa, que eles chamam de Jianbing. Ele parece um crepe e a qualquer hora do dia, se você passar pela barraquinha vai ter gente comprando, não tem jeito. E o preço então? Sensacional! Pelo menos em Changping, eu costumo pagar só 5 yuans (≈ R$2,52) e é claro que esse preço pode variar se você for comprar em algum ponto turístico ou até em Chaoyang, que é um dos distritos mais importantes de Beijing. Quer ver como os chineses preparam o Jianbing? Se liga!

O vídeo ficou meio tremido, mas dá um desconto vai? Tava aproveitando o meu Jianbing hahaha Espero que tenham gostado de conhecer um pouco da comida de rua chinesa. Zài Jiàn ❤

Shanghai, parte 1 #eufui

Nĭ Hăo!

Esse mês tivemos um feriado chamado Duanwu Festival, também conhecido como Dragon Boat Festival e The Double Fifth, que ocorreu no quinto dia do quinto mês do calendário chinês. Nesse feriado tradicional, os chineses comemoram a morte de Qu Yuan realizando atividades como: comer Zongzi e correr com barcos de dragão, por exemplo. Dia 30 de setembro de 2009, o Dragon Boat Festival foi designado como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. Como em qualquer feriado, a melhor coisa a se fazer é viajar! E como essa é uma paixão entre a minha família e o nosso tempo na Ásia está acabando, escolhemos um destino que ainda não havíamos encarado: Shanghai! Antes de tudo tem a grande dúvida: Xangai ou Shanghai? Os dois estão certos! A diferença é que a primeira opção é o nome da cidade em português e a segunda em inglês, que é o mais próximo do chinês: Shànghǎi. O nosso voo foi no dia 18 de junho à noite e saímos do terminal 2 do aeroporto internacional de Pequim, de onde saem os voos domésticos.

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Fomos pela companhia China Eastern e o nosso voo teve um atraso de mais de uma hora. Como vocês sabem, sempre nos divertimos nessas viagens e a diversão começou antes mesmo da decolagem. Foi meio estranho, já que não estamos acostumados com isso no Brasil, mas como eu já havia observado antes, é normal os chineses levarem noodles para as suas viagens (independente do transporte), mas nunca havia visto essa cena em um avião. A chinesa chamou o comissário de bordo e pediu que ele fervesse a água para que ela fizesse os seus noodles. Como se fosse a coisa mais normal do mundo, o comissário pegou o pote e voltou dez minutos depois com a comida pronta hahaha. Pegamos muita turbulência na ida e na volta, mas como o voo é rápido (1 hora e 40 minutos), não chega a ser tão desesperador para quem tem problemas com isso.

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O aeroporto internacional de Shanghai já tem uma estrutura bem organizada parecida com a de Bangkok pros passageiros pegarem táxi, a fila flui e é bem rápido. Antes de embarcarem procurem a localização do seu hotel e se tiver apenas com a bagagem de mão, que era o nosso caso, veja se é possível ir de metrô. Não havíamos feito essa pesquisa e pagamos 120 yuans (≈ R$59,64) para sair do aeroporto para o hotel. O problema é que havia uma estação de metrô que ficava a cinco minutos do nosso hotel, o que só descobrimos no dia seguinte a nossa chegada. Quando voltamos para Beijing, arriscamos ir de metrô e levamos menos de uma hora pra chegar, além de termos gasto apenas 5 yuans (≈ R$2, 48) por pessoa. Gastamos 1/6 do valor e chegamos ainda mais rápido caso tivéssemos optado pelo táxi. Falando em metrô, baixem o aplicativo Explore Metro Shanghai. É bem mais prático para calcular a melhor rota e é melhor que ficar procurando mapa por ai. Fiquem atentos a qual aeroporto vocês devem ir, pois Shanghai possui mais de um aeroporto nas linhas do metrô.

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Ficamos hospedados no hotel Courtyard by Marriot Shanghai Puxi (estação Hanzhong Rd. da linha 1) e como o café da manhã não estava incluso, recorremos ao Mc Donald’s e a Starbucks que ficam do outro lado da rua do hotel. Chegando à estação, compramos um cartão que dura 3 dias e possui um valor de 45 yuans (≈ R$22,36) que pode ser usado apenas no metrô. Optamos por começar pela atração que mais tomaria o nosso tempo, a Zhujiajiao Ancient Town, também conhecida como a Veneza de Shanghai. Eu confesso que nunca havia ouvido falar, mas vi em um site e me encantei com as fotos. Anotei todas as instruções e pegamos o metrô até a estação East Fuxing da linha 2. Assim que pegamos a saída 9, perguntamos a um chinês que falava inglês onde poderíamos pegar o ônibus para Zhujiajiao e ele nos acompanhou até o ponto Zhuxu da linha 3. Depois que ele saiu, falei com os meus pais o nome da parada que deveríamos sair em chinês e um velhinho que estava ao nosso lado falou que estávamos pegando o ônibus certo, o que nos deixou mais tranquilos. O nome da parada é o mesmo da cidade, Zhujiajiao, e pagamos 6 yuans (≈ R$2,98) por pessoa. O primeiro ônibus desse ponto sai as 05:35 e o último sai às 00:05, então vale a pena pegar um dos primeiros e passar só a manhã por lá, já que a viagem de ônibus dura uma hora e meia.

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O que não falta pra chinesa é assunto! Na viagem de ônibus havia uma na entrada e a outra no final do ônibus, pois as duas conversaram a viagem inteira em alto e bom tom para todo mundo ouvir. Outra cena engraçada foi quando o motorista, quase no final da viagem, encostou o ônibus sem mais nem menos e desceu pra ir pegar a marmita dele. Depois subiu de volta e terminou o percurso até o ponto final. Perguntamos onde era a Ancient Town e após nos indicarem a direção, começamos a seguir as placas até encontrarmos um Family Mart, que é uma loja no mesmo padrão da Seven 11 e que tem em todo lugar de Shanghai.

Em seguida paramos na Shanghai China More Discovery More Experience e fechamos um pacote no valor de 80 yuans (≈ R$39,70) com 9 atrações inclusas e duração de aproximadamente duas horas e meia. O pacote te dá completa independência, oferecendo apenas os tickets e deixando a seu critério a ordem das atrações. No caminho para a “cidade”, encontramos uma loja vendendo um tipo de doce coreano chamado Mizhihua, que é preparado de um jeito bem diferente. Não consegui filmar e muito menos achar algum vídeo na internet pra mostrar pra vocês, mas com certeza se vocês virem em algum lugar, podem ter certeza que vai chamar a atenção. Não lembro o preço do pacote, mas o mais engraçado foi o chinês saindo de trás do balcão e pedindo pra tirar uma foto nossa com o biscoito, obviamente para usar como propaganda depois.

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Por todas as ruas vocês vão encontrar lojinhas vendendo coisas do alfinete à bomba atômica e os preços são razoáveis e a barganha é sempre bem vinda! Uma moça havia me oferecido 150 yuans (≈ R$74,56) em um vestido e paguei 60 yuans (≈ R$29,82); enquanto outra pediu 60 yuans (≈ R$29,82) em uma blusa e eu paguei 40 yuans (≈ R$19,88). Não almoçamos por lá apesar de termos passado por muitos restaurantes à beira do rio e ficamos só beliscando por que preferimos não perder tempo, já que teríamos que encarar mais uma hora e meia de ônibus para voltar para o centro de Shanghai.

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As nove atrações inclusas no pacote são: Kezhi Garden, Shanghai Quanhua Art Gallery, Yuan Jin Buddhist Temple, Shanghai Handicraft Zhujiajiao Exhibition Hall, City God Temple, Great Qing Post Office, Tong Tian He Chinese Pharmacy, Humanistic Museum e Y-Art Gallery. Nossa primeira parade foi a Quanhua Watercolour Art Gallery, que apesar de ter pinturas lindas, parecia meio abandonada. Na beira do lago do Kezhi Garden havia um recado dentro de uma bacia com vários saquinhos com comida de peixe. O recado pedia que cada um que pegasse o saco deixasse um yuan. Assim fizemos e compramos logo dois hahaha.

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No Yuan Jin Buddhist Temple estava acontecendo uma cerimônia budista com monges e seguidores da religião. O pacote de incensos para oferenda custava 20 yuans (≈ R$10,17) e vinham sete pacotes com 37 incensos cada um.  Os únicos pontos pelos quais não passamos foi a farmácia e os correios, por que não queríamos voltar tarde e assim poderíamos passar em outros locais ainda naquele dia.

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Fomo até a Nanjing Road e paramos no shopping onde tem a Madame Tussouds. O andar B1 tem vários restaurantes e chegamos a almoçar mais de uma vez no Secret Recipe, que indicamos caso alguém queira uma referência.  Depois percorremos toda a parte da Nanjing Road que é voltada para os pedestres e fomos até o famoso The Bund, passando pela Apple Store, Forever 21 e uma loja incrível da M&M. Nessa rua não é permitida a presença de camelôs e vendedores ambulantes, que até encontramos várias vezes, mas não se assuste se policiais ou seguranças começarem a apitar e gritar, provavelmente vai ser apenas para afastá-los.

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Como tanto a Nanjing quanto o The Bund estão sempre muito cheios, tomamos muito cuidado com os nossos pertences e as mochilas sempre à frente do corpo conforme um guarda nos orientou assim que chegamos. A vista mais famosa de Shanghai estava lotada todas as vezes que passamos por lá e um dos motivos obviamente foi o fato de que era feriado, mas ainda assim foi possível tirar muitas fotos. A dica é não ficar no fim da Nanjing, mesmo que seja o melhor ponto, vale a pena dar uma caminhada para a direita ou esquerda, onde é mais vazio, para tentar tirar fotos melhores.

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Eu realmente achei que conseguiria falar de todos os meus dias em Shanghai em apenas um post, mas vocês já notaram que é impossível né? Isso tudo foi apenas o meu primeiro dia lá! Querem ver mais? Esperem pelos próximos posts que eu vou liberar por esses dias! Yí huìr jiàn ❤