Shanghai, parte 1 #eufui

Nĭ Hăo!

Esse mês tivemos um feriado chamado Duanwu Festival, também conhecido como Dragon Boat Festival e The Double Fifth, que ocorreu no quinto dia do quinto mês do calendário chinês. Nesse feriado tradicional, os chineses comemoram a morte de Qu Yuan realizando atividades como: comer Zongzi e correr com barcos de dragão, por exemplo. Dia 30 de setembro de 2009, o Dragon Boat Festival foi designado como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. Como em qualquer feriado, a melhor coisa a se fazer é viajar! E como essa é uma paixão entre a minha família e o nosso tempo na Ásia está acabando, escolhemos um destino que ainda não havíamos encarado: Shanghai! Antes de tudo tem a grande dúvida: Xangai ou Shanghai? Os dois estão certos! A diferença é que a primeira opção é o nome da cidade em português e a segunda em inglês, que é o mais próximo do chinês: Shànghǎi. O nosso voo foi no dia 18 de junho à noite e saímos do terminal 2 do aeroporto internacional de Pequim, de onde saem os voos domésticos.

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Fomos pela companhia China Eastern e o nosso voo teve um atraso de mais de uma hora. Como vocês sabem, sempre nos divertimos nessas viagens e a diversão começou antes mesmo da decolagem. Foi meio estranho, já que não estamos acostumados com isso no Brasil, mas como eu já havia observado antes, é normal os chineses levarem noodles para as suas viagens (independente do transporte), mas nunca havia visto essa cena em um avião. A chinesa chamou o comissário de bordo e pediu que ele fervesse a água para que ela fizesse os seus noodles. Como se fosse a coisa mais normal do mundo, o comissário pegou o pote e voltou dez minutos depois com a comida pronta hahaha. Pegamos muita turbulência na ida e na volta, mas como o voo é rápido (1 hora e 40 minutos), não chega a ser tão desesperador para quem tem problemas com isso.

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O aeroporto internacional de Shanghai já tem uma estrutura bem organizada parecida com a de Bangkok pros passageiros pegarem táxi, a fila flui e é bem rápido. Antes de embarcarem procurem a localização do seu hotel e se tiver apenas com a bagagem de mão, que era o nosso caso, veja se é possível ir de metrô. Não havíamos feito essa pesquisa e pagamos 120 yuans (≈ R$59,64) para sair do aeroporto para o hotel. O problema é que havia uma estação de metrô que ficava a cinco minutos do nosso hotel, o que só descobrimos no dia seguinte a nossa chegada. Quando voltamos para Beijing, arriscamos ir de metrô e levamos menos de uma hora pra chegar, além de termos gasto apenas 5 yuans (≈ R$2, 48) por pessoa. Gastamos 1/6 do valor e chegamos ainda mais rápido caso tivéssemos optado pelo táxi. Falando em metrô, baixem o aplicativo Explore Metro Shanghai. É bem mais prático para calcular a melhor rota e é melhor que ficar procurando mapa por ai. Fiquem atentos a qual aeroporto vocês devem ir, pois Shanghai possui mais de um aeroporto nas linhas do metrô.

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Ficamos hospedados no hotel Courtyard by Marriot Shanghai Puxi (estação Hanzhong Rd. da linha 1) e como o café da manhã não estava incluso, recorremos ao Mc Donald’s e a Starbucks que ficam do outro lado da rua do hotel. Chegando à estação, compramos um cartão que dura 3 dias e possui um valor de 45 yuans (≈ R$22,36) que pode ser usado apenas no metrô. Optamos por começar pela atração que mais tomaria o nosso tempo, a Zhujiajiao Ancient Town, também conhecida como a Veneza de Shanghai. Eu confesso que nunca havia ouvido falar, mas vi em um site e me encantei com as fotos. Anotei todas as instruções e pegamos o metrô até a estação East Fuxing da linha 2. Assim que pegamos a saída 9, perguntamos a um chinês que falava inglês onde poderíamos pegar o ônibus para Zhujiajiao e ele nos acompanhou até o ponto Zhuxu da linha 3. Depois que ele saiu, falei com os meus pais o nome da parada que deveríamos sair em chinês e um velhinho que estava ao nosso lado falou que estávamos pegando o ônibus certo, o que nos deixou mais tranquilos. O nome da parada é o mesmo da cidade, Zhujiajiao, e pagamos 6 yuans (≈ R$2,98) por pessoa. O primeiro ônibus desse ponto sai as 05:35 e o último sai às 00:05, então vale a pena pegar um dos primeiros e passar só a manhã por lá, já que a viagem de ônibus dura uma hora e meia.

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O que não falta pra chinesa é assunto! Na viagem de ônibus havia uma na entrada e a outra no final do ônibus, pois as duas conversaram a viagem inteira em alto e bom tom para todo mundo ouvir. Outra cena engraçada foi quando o motorista, quase no final da viagem, encostou o ônibus sem mais nem menos e desceu pra ir pegar a marmita dele. Depois subiu de volta e terminou o percurso até o ponto final. Perguntamos onde era a Ancient Town e após nos indicarem a direção, começamos a seguir as placas até encontrarmos um Family Mart, que é uma loja no mesmo padrão da Seven 11 e que tem em todo lugar de Shanghai.

Em seguida paramos na Shanghai China More Discovery More Experience e fechamos um pacote no valor de 80 yuans (≈ R$39,70) com 9 atrações inclusas e duração de aproximadamente duas horas e meia. O pacote te dá completa independência, oferecendo apenas os tickets e deixando a seu critério a ordem das atrações. No caminho para a “cidade”, encontramos uma loja vendendo um tipo de doce coreano chamado Mizhihua, que é preparado de um jeito bem diferente. Não consegui filmar e muito menos achar algum vídeo na internet pra mostrar pra vocês, mas com certeza se vocês virem em algum lugar, podem ter certeza que vai chamar a atenção. Não lembro o preço do pacote, mas o mais engraçado foi o chinês saindo de trás do balcão e pedindo pra tirar uma foto nossa com o biscoito, obviamente para usar como propaganda depois.

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Por todas as ruas vocês vão encontrar lojinhas vendendo coisas do alfinete à bomba atômica e os preços são razoáveis e a barganha é sempre bem vinda! Uma moça havia me oferecido 150 yuans (≈ R$74,56) em um vestido e paguei 60 yuans (≈ R$29,82); enquanto outra pediu 60 yuans (≈ R$29,82) em uma blusa e eu paguei 40 yuans (≈ R$19,88). Não almoçamos por lá apesar de termos passado por muitos restaurantes à beira do rio e ficamos só beliscando por que preferimos não perder tempo, já que teríamos que encarar mais uma hora e meia de ônibus para voltar para o centro de Shanghai.

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As nove atrações inclusas no pacote são: Kezhi Garden, Shanghai Quanhua Art Gallery, Yuan Jin Buddhist Temple, Shanghai Handicraft Zhujiajiao Exhibition Hall, City God Temple, Great Qing Post Office, Tong Tian He Chinese Pharmacy, Humanistic Museum e Y-Art Gallery. Nossa primeira parade foi a Quanhua Watercolour Art Gallery, que apesar de ter pinturas lindas, parecia meio abandonada. Na beira do lago do Kezhi Garden havia um recado dentro de uma bacia com vários saquinhos com comida de peixe. O recado pedia que cada um que pegasse o saco deixasse um yuan. Assim fizemos e compramos logo dois hahaha.

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No Yuan Jin Buddhist Temple estava acontecendo uma cerimônia budista com monges e seguidores da religião. O pacote de incensos para oferenda custava 20 yuans (≈ R$10,17) e vinham sete pacotes com 37 incensos cada um.  Os únicos pontos pelos quais não passamos foi a farmácia e os correios, por que não queríamos voltar tarde e assim poderíamos passar em outros locais ainda naquele dia.

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Fomo até a Nanjing Road e paramos no shopping onde tem a Madame Tussouds. O andar B1 tem vários restaurantes e chegamos a almoçar mais de uma vez no Secret Recipe, que indicamos caso alguém queira uma referência.  Depois percorremos toda a parte da Nanjing Road que é voltada para os pedestres e fomos até o famoso The Bund, passando pela Apple Store, Forever 21 e uma loja incrível da M&M. Nessa rua não é permitida a presença de camelôs e vendedores ambulantes, que até encontramos várias vezes, mas não se assuste se policiais ou seguranças começarem a apitar e gritar, provavelmente vai ser apenas para afastá-los.

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Como tanto a Nanjing quanto o The Bund estão sempre muito cheios, tomamos muito cuidado com os nossos pertences e as mochilas sempre à frente do corpo conforme um guarda nos orientou assim que chegamos. A vista mais famosa de Shanghai estava lotada todas as vezes que passamos por lá e um dos motivos obviamente foi o fato de que era feriado, mas ainda assim foi possível tirar muitas fotos. A dica é não ficar no fim da Nanjing, mesmo que seja o melhor ponto, vale a pena dar uma caminhada para a direita ou esquerda, onde é mais vazio, para tentar tirar fotos melhores.

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Eu realmente achei que conseguiria falar de todos os meus dias em Shanghai em apenas um post, mas vocês já notaram que é impossível né? Isso tudo foi apenas o meu primeiro dia lá! Querem ver mais? Esperem pelos próximos posts que eu vou liberar por esses dias! Yí huìr jiàn ❤

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