Harbin, parte I: Estação de trem

Nǐ hǎo!

Quando se mora outro lado do mundo, uma das coisas que mais pensamos é o quanto estamos perto de lugares que anteriormente eram muito longe e que levaríamos dias para chegar. É claro que vamos aproveitar essa oportunidade para conhecer outras cidades e foi o que fizemos na noite da última quinta-feira (22) quando chegamos à estação de trem ao norte de Beijing (a cidade possui quatro estações). O destino? Harbin. A cidade com mais de 4 milhões de habitantes fica ao norte da China e é conhecida pelo seu famoso Ice Festival, que está entre os cinco maiores do mundo. Como estamos em Beijing, podíamos escolher entre ir de avião ou de trem. A primeira opção levaria cerca de duas horas enquanto a segunda leva aproximadamente onze horas. Comparando os prós e os contras, optamos pelo trem já que: uma possível tempestade não atrapalharia a viagem e o horário que encontramos foi o das 21 horas, o que nos permitiria dormir pela madrugada e chegar à cidade pela manhã. Vou precisar de mais de um post para contar e mostrar como foram esses três dias de muito frio, neve e bebidas quentes, mas antes de falar de Harbin vamos ao episódio da estação de trem.

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Como vocês já sabem, os ocidentais chamam atenção em qualquer lugar daqui, não importando se é um local turístico ou não. Dessa vez, nos superamos. A sala de espera da estação estava lotada, então na primeira oportunidade que tivemos, nos esprememos entre as bagagens e os próprios chineses com seus olhares curiosos. Estávamos acompanhados de uma família de venezuelanos com quem fizemos amizade e não demorou muito para que o mais novo, Carlos, começasse a praticar seu chinês. Pra que? Em alguns minutos, todos que estavam sentados à nossa volta se viraram na nossa direção para ver o que estava acontecendo. Havia mais de 50 chineses (sim, eu contei) que olhavam, tiravam foto e ainda tentavam entender a nossa tentativa de falar a sua língua.

IMG_8340Não cheguei a tirar foto do momento em que as pessoas cercaram meu pai e o pai do Carlos, então não da pra ter noção do real numero de pessoas à nossa volta. Contamos que estávamos indo a Harbin e que uma família era brasileira e a outra venezuelana. Mais uma vez foi só falar ‘Bā Xī’ (Brasil, em chinês) para um soltar “Football!” e cairmos na gargalhada.

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